Em resumo
  • Afina cabelo no topo da cabeça e amplia a divisão (padrão Ludwig)
  • Causa genética + hormonal, progressiva e crônica
  • Tratamentos com evidência: minoxidil tópico, antiandrogênios, microagulhamento
  • Suplementação corrige deficiências e potencializa outros tratamentos

Você está notando o cabelo afinando no topo da cabeça? A divisão central parece cada vez mais larga? Você pode estar começando a desenvolver alopecia androgenética feminina, condição que afeta até 40% das mulheres ao longo da vida.

O que é

Alopecia androgenética (AAG) é uma queda capilar progressiva de causa genética, modulada por hormônios androgênicos (testosterona e di-hidrotestosterona — DHT). Diferente do eflúvio telógeno (que tem causa-gatilho identificável), a AAG é crônica e progride lentamente ao longo de anos.

Na mulher, ela se manifesta como:

  • Afinamento difuso no topo da cabeça e na linha de divisão (não em "entradas" como nos homens)
  • Cabelo cada vez mais fino, mais curto e com menos brilho
  • Couro cabeludo aparente quando o cabelo é molhado ou puxado
  • Diminuição do volume geral, especialmente perceptível ao prender o cabelo

Como identificar (padrão Ludwig)

A classificação mais usada para AAG feminina:

  • Ludwig I: leve afinamento na linha de divisão central
  • Ludwig II: afinamento moderado, divisão claramente alargada
  • Ludwig III: rarefação acentuada, couro cabeludo bem visível no topo

A linha frontal (testa) e a parte de trás costumam ser preservadas, ao contrário da calvície masculina.

Quando começa

Pode começar a partir da adolescência, mas geralmente fica perceptível na perimenopausa (40-50 anos), quando o estrogênio cai e a influência relativa dos andrógenos aumenta.

Diagnóstico

Dermatologista faz o diagnóstico com:

  • Avaliação clínica (exame visual + tração)
  • Tricoscopia (microscópio do couro cabeludo)
  • Exames de sangue (descartar outras causas — anemia, tireoide, deficiências)
  • Em casos atípicos: biópsia

Tratamentos com evidência

1. Minoxidil tópico

Primeiro de linha. Solução 2% ou 5% aplicada no couro cabeludo 1-2x ao dia. Prolonga a fase anágena e aumenta o tamanho do folículo. Resultado em 4-6 meses. Uso é contínuo — interrompeu, perde o ganho.

2. Finasterida / Dutasterida (uso médico)

Inibem a conversão de testosterona em DHT. Em mulheres, usados com cautela e prescrição (contraindicado em gestação). Aprovados off-label para AAG feminina em alguns países.

3. Antiandrogênios

Espironolactona via oral, em algumas mulheres. Sempre com endocrinologista/dermatologista.

4. Microagulhamento

Estimula resposta tecidual; bom adjuvante ao minoxidil.

5. Suplementação nutricional

Não trata a AAG diretamente, mas corrigir deficiências (ferro, zinco, vitamina D, B12) potencializa qualquer outro tratamento. Femiliss entrega biotina, zinco, cobre, B6, vit C e colágeno — pacote de cofatores que dá suporte ao folículo em tratamento.

6. PRP (plasma rico em plaquetas)

Evidência crescente. Procedimento ambulatorial em série.

O que NÃO funciona como tratamento principal

  • Shampoos "antiqueda" como única estratégia
  • Cortes (não influencia raiz)
  • Ampolas vendidas em farmácia sem ativo comprovado
  • Suplementação isolada sem outras intervenções

Pontos importantes

AAG é progressiva e crônica. Quanto antes começar o tratamento, melhor o resultado. Procure dermatologista assim que perceber os sinais. Tratar bem aos 35 evita o cenário aos 55.

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