Em resumo
  • Maioria das brasileiras tem vitamina D abaixo do ideal
  • Folículos têm receptores VDR — vit D baixa interfere no ciclo capilar
  • Dosar 25(OH)D; meta para queda de cabelo: 40-60 ng/mL
  • Suplementação geralmente necessária (1.000-2.000 UI/dia) com refeição gordurosa

A maioria das mulheres brasileiras tem vitamina D abaixo do nível ideal — e poucas associam isso à queda de cabelo. A literatura científica vem documentando essa conexão há mais de uma década.

O que é vitamina D

Tecnicamente um hormônio (não uma vitamina), produzido principalmente na pele em resposta à exposição solar (raios UVB). Atua em mais de 200 genes, incluindo na imunidade, saúde óssea, humor e crescimento celular — incluindo os folículos capilares.

Por que está em falta

Apesar do Brasil ser ensolarado, a deficiência é epidêmica:

  • Vida moderna indoor (trabalho, casa, escola)
  • Filtro solar diário (correto, mas reduz síntese)
  • Roupas que cobrem grande parte da pele
  • Pele negra ou parda produz menos vitamina D para a mesma exposição
  • Idade (a produção cai a partir dos 50)
  • Obesidade (vitamina D fica "presa" no tecido adiposo)

Como a vitamina D atua no cabelo

Os folículos capilares têm receptores de vitamina D (VDR). Esses receptores participam do ciclo capilar — especialmente da entrada da fase anágena (crescimento).

Quando a vitamina D está baixa cronicamente:

  • Folículos demoram mais para entrar em anágena
  • Fase telógena pode se prolongar
  • Cabelo cresce mais fino, mais lento
  • Em casos severos, contribui para alopecia areata

Como saber se você está deficiente

Exame de sangue: 25-hidroxivitamina D (25(OH)D).

Faixas de referência:

  • Deficiência: < 20 ng/mL
  • Insuficiência: 20-30 ng/mL
  • Suficiência: 30-60 ng/mL
  • Tóxico: > 100 ng/mL

Para mulheres com queda de cabelo, muitos médicos miram 40-60 ng/mL.

Como aumentar

Sol direto (com proteção)

15-20 minutos por dia em braços e pernas (rosto sempre com filtro) — preferencialmente entre 10h e 15h. Não bronzear — o objetivo é exposição leve regular.

Alimentação (contribuição limitada)

Vitamina D da alimentação é insuficiente. Fontes: peixes gordos (salmão, sardinha, atum), gema de ovo, fígado, cogumelos expostos ao sol.

Suplementação (geralmente necessária)

A maioria das mulheres com deficiência precisa de suplementação. Doses típicas:

  • Manutenção: 1.000-2.000 UI/dia
  • Correção de deficiência: 4.000-7.000 UI/dia por 8-12 semanas (sob orientação médica)
  • Sempre tomar com refeição que contém gordura (vitamina D é lipossolúvel)

Vitamina D NÃO é parte do Femiliss

A formulação Femiliss foca em colágeno + biotina + vitaminas hidrossolúveis + minerais para pele/cabelo/unhas. Vitamina D é melhor suplementada separadamente, com dose ajustada ao seu nível sérico (que varia muito por indivíduo). Femiliss + Vitamina D dosada = combo recomendado por muitos profissionais.

Outros nutrientes para cabelo + vitamina D

Para máxima efetividade, ajustar também:

  • Ferritina > 50 ng/mL (anemia subclínica afeta cabelo)
  • Zinco sérico em faixa normal alta
  • B12 > 400 pg/mL
  • TSH entre 1-2,5 (tireoide ótima)

Cuidados com excesso

Vitamina D é lipossolúvel — acumula. Não fazer mega-doses sem acompanhamento (hipercalcemia é o principal risco). Dosar 25(OH)D a cada 3-6 meses durante suplementação alta.

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